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Google+, Orkut-

Se eu dissesse, a dois anos atrás que o Orkut é a melhor rede social do mundo, e portanto, imbatível, aposto que ninguém diria o contrário. Isso, a DOIS anos atrás. Apesar de sua supremacia em relação às redes sociais, o Orkut não soube aproveitar a força e a influência que tinha, não escutou seus usuários quando reclamavam de suas atualizações de gosto duvidoso e então começou a perder amigos para a rede social de Mark Zuckerberg, o Facebook. E, mesmo assim, continuou com as atualizações sem sentido, design pouco intuitivo, e difícil de usar.

Vocês não acharam tudo isso um pouco estranho? Teria o próprio Orkut cometido Orkuticídio?

Fato é, que, enquanto os pro-Orkut e pro-Facebook mantiveram-se firmes na guerra de quem tem o joguinho melhor, a Google, poderia ter usado do seu poder wébico para reformatar o Orkut, tirá-lo da nomenclatura de “beta” e aproveitar o momento em que todos nós usamos redes sociais para relançá-lo com força total, esmagando as demais redes sociais de uma vez por todas. Reparem, eu disse “poderia“. Se algum dos engenheiros do Orkut chegou com essa proposta ao seu superior, com certeza a resposta foi: “não”.

Não? É, “não”. Assim, seco. A Google ao invés de jogar uma bóia para um de seus filhos mais bem sucedidos(o que com certeza fez mais sucesso aqui no Brasil), o deixou afundar totalmente. Largou-o de mão, inventaram o tal do “Orkut Ao Vivo“: fracasso total. Bem, talvez não um fracasso completo, mas, com certeza, não teve o sucesso que lhe era esperado. A Google, aliás, fez exatamente o contrário do que seria esperado pelos que ainda acreditavam no Orkut: sem pensar três vezes, criou uma rede social novinha em folha, o Google+, ou Google Plus, como queiram.

Pra quê vamos ficar nos batendo com essa rede social problemática? Já vimos de tudo por lá: gangues combinando encontros, brigas conjugais, pedofilia, e até mesmo fotos de pessoas cercada de notas de dois reais em cima da cama. É uma rede social falida, morta, motivo de piada diante de todas as outras. Criaram até um novo termo pra designar esse tipo de comportamento: ORKUTIZAÇÃO, vê se pode, Cláudio. Poderíamos até mudar o design, relançar, mas as mesmas pessoas continuariam lá, e com o mesmo pensamento, mesmas atitudes. Não dá não, vamos pensar outra coisa”. Tenho certeza de que se não foi essa resposta que o chefe deu ao engenheiro do Orkut, foi beeem próxima a isso. Ou simplesmente um “não”, quem sabe?

Assim como os exemplos dados nesse diálogo que eu propus, a Google não perderia tempo, investimento e respeito em uma rede já falida. Então, ao contrário disso, deram mais corda pra se enforcar, afinal era isso que eles queriam. A morte de um velho que só estava dando problemas (o qual ninguém mais estava dando tanta atenção assim) e a esperança no nascimento de uma rede nova, com promessas inovadoras, sem problemas algum, ao qual eles pudessem dar educação e criar direitinho. Afinal, a Google não deixaria mais um filho seu largado nas mãos de qualquer um. Não dessa vez.

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