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“Qualquer meme vcs DESTROÇA!”

O HUMOR NA INTERNET


Com essa frase belíssima que li no twitter recentemente, cujo autor eu juro que não lembro, é possível resumir uma das minha maiores indignações vindas dessa nave louca chamada “internet”.

A minha indignação vem dos recentes ataques vândalos que vem sofrendo o fruto de uma das melhores eras do humor na internet, os nossos queridos MEMES, que são correntes ideológicas(em sua maioria, humorísticas) voluntárias, colaborativas e livres, onde todos participam, adaptam(uma das coisas mais importantes) e passam à frente.

Você com certeza já esbarrou com muitos deles por aí. Exemplos:

  • #todoschora – onde “chora” pode ser qualquer verbo na terceira pessoa no presente do indicativo do subjJÁ ENTENDERAM NÉ?;
  • Forever Alone – representando pessoas que sempre são excluídas;
  • Sou Foda – Preciso nem falar;
  • COOL Face – que errôneamente é chamado de Troll Face;

Ou seja, os memes podem ser vídeos, tirinhas ou expressões, mas onde houve a principal movimentação, foi com as tirinhas, que sofreram maior apedrejamento(rs) por conta da internet.

Não conseguir botar as tirinhas de um jeito certo aqui no post mas deixei o link de cada um dos blogs ~favoritos~ para que vocês  me entendam melhor: Mememaker, NãoIntendo, Bobagento.

Jovens que começaram a participar ativamente  de internet nesta geração (fim de 2010-2011), provavelmente não entenderão a minha revolta, já que, quando chegaram já está tudo cagado, uma verdadeira afronta ao meme oldschool(não gosto muito de usar esse termo, mas aqui é realmente necessário), ao humor de garagem.

Não quero dar uma de Dora Kramer versus Marcos Bagno, muito menos dar uma de hipster, mas é incrível a capacidade (e a aparente vontade) que as pessoas tem de querer dissecar uma piada até que ela não consiga mais ficar em pé – o mesmo é válido para músicas, bandas, etc, mas são principalmente coisas relacionadas ao humor – até que você enjoe e comece a odiar(uma das possíveis causas para isso você pode ler aqui, nesse outro post, sobre os fãs chatos).

Antes que eu entre na questão social da coisa (quem disse que não há uma?), resumo-a aqui dizendo que, eu poderia ficar aqui, esbravejando, dizendo que isso é culpa da inclusão digital, das casas bahia, da orkutização ou até mesmo do nosso saudoso e querido pc do milhão, mas as coisas vão bem além disso.

Estamos em uma época  em que todos cansaram de ser apenas espectadores, ninguém quer ficar só lendo, absorvendo tudo lhe é dito ou mostrado. Todos nós queremos criar, fazer parte de alguma coisa, e, o mais importante, ser reconhecido por isso. Seja através de links, retweets, ou citações. Para muitas pessoas o reconhecimento virtual é mais importante – ou pelo menos mais valorizado – que o ~real~.

Isso acontece porque a internet talvez seja um dos poucos meios de comunicação que é realmente igualitário. Sim, todos temos os mesmos direitos e as mesmas restrições na internet, dependendo da plataforma escolhida. E ela também pode te dar o anonimato, que serve de escudo pra não ter que dar a cara à tapas, e não ser julgado como, muitas das vezes acontece na vida real, apenas pela aparência, e sim pelo o que você é, ou consegue fazer.

Sites como KibeLoco(com suas maravilhosas piadas de duplo sentido), Bobagento(um dos principais propagadores do vandalismo contra memes)  e outros criados a partir destes, que só copiavam conteúdo alheio agora começaram a PRODUZIR, vocês tão me entendendo?

O que era merda copiada e reciclada alterando apenas a logo dos blogs em marca d’água na imagem, agora virou merda produzida em larga escala!

Então hoje os blogs de humor se tornaram praticamente todos os mesmos, tudo é uma cópia de uma cópia de uma cópia (se fossem reblogs no tumblr, aí blz), às vezes porcamente botando a logo do blog em cima da imagem ou do vídeo, como se aquele conteúdo fosse seu.

Não quero que me interpretem mal, não sou contra as tirinhas baseadas em memes, muito menos contra a participação da galere, sou contra piadas ruins ou a “zorratotalização” das coisas.

E vocês? Acham que ~TÁ FODA~ para o humor (desse tipo) na internet, ou gostam mesmo mais do blog tipo ~tirinhas~ originais e engraçadonas?

5 Razões Para Amar o LastFM

Se você já tem LastFM, beleza, leiam esse post como ~dicas~ de como aproveitar melhor essa rede maravilhosa, mas se não, vamos à uma breve introdução.
Imagine uma rede social(galera deve achar que eu falo de redes sociais, rs) onde o que importa de verdade – ao contrário das demais redes – não é a imagem, e sim o som. Como assim, Armando? talok??

Não dá para postar fotos, logo não tem como se prender à imagem. Também não dá para usar como blog ou microblogging, eles até dispõe de um serviço chamado “journal” mas é quase escondido, logo, não dá priorizar esse tipo de uso. Então o LastFM se concentra especificamente na música, em vez de ficar misturando um monte de serviços que outros já fazem.

Para você que ainda não o conhece, aqui vão 5 motivos para te mostrar por quê você também deveria  ter um:

1) barra de compatibilidade

O LastFM é baseado no gosto musical dos usuários, ou seja, nível de “amizade” entre duas pessoas é medida por uma barra, chamada de barra de compatibilidade, ou seja, você faz amizades segundo seu grau de comparação entre bandas/estilo musical com a outra pessoa, que vai de “muito baixo” até “SUPER”.

Usei como exemplo aqui a minha compatibilidade com o perfil do niksilva, que escreve no Infinites Playlist, dêem uma olhada ;)

Usei como exemplo aqui a minha compatibilidade com o perfil do niksilva, que escreve no Infinites Playlist, dêem uma olhada 😉

2) neighborhood / vizinhança

O site encontra usuários que tenham o gosto parecido com o seu e os organiza também por nível de compatibilidade, mostrando as pessoas que mais tem a ver com você.

3) build

Depois de criar sua conta, fazer scrobbles, cumprimentar seus vizinhos – que por acaso são perfeitos, afinal tem o gosto parecido com o seu – o que ainda pode se fazer? Aí que entra o Build. Essa parte do LastFM tem milhares de miniaplicativos(tanto para redes sociais ou para baixar pro seu desktop), e sites que tornam o lastfm muito mais divertido.

Em especial, os que eu mais uso(passe o mouse nos links para uma breve descrição):
Recsplorer, Tastebuds, Gijsco’s Desktop Generator, For WordPress;

4) descobrir músicas novas

Na sua página inicial, sempre lhe são recomendados lançamentos recentes de cds, sem falar nas bandas que são sugeridas conforme você vai ouvindo e atualizando sua biblioteca. Com o passar do tempo no LastFM, além dessas, você vai aprender muitas outras maneiras de conhecer coisas novas.

5) rádio

A função de rádio é simplesmente a melhor de todos os tempos do tipo. Você cria as estações de rádio usando tags como “indie“, somando tags “80’s Rock + 80’s Pop“, usando nomes de artistas/bandas “Keane + Phoenix” entre outras muitas possibilidades. Enfim, é perfeita! Bem, seria perfeita se a rádio fosse inteiramente grátis, mas você tem direito à ouvir normalmente as 30 primeiras músicas usando as suas rádios, depois disso, o trial termina e você precisa pagar para ouvir a rádio. Mas, é só isso, o resto continua funcionando normalmente.

Então gente, espero que tenham gostado, o LastFM é uma ótima ferramenta pra quem gosta de ouvir música, falar sobre e conhecer música nova.

Então, que tal criar a sua conta também?

Proust – Conheça de verdade os seus amigos

O Proust é uma rede social feita para que você possa conhecer melhor aos seus amigos, família, e a si mesmo. Como? Ele faz as perguntas certas, para que você responda e compartilhe para o público ou apenas para quem você conhece.

Como assim?

O Proust é um lugar para famílias e amigos mais próximos compartilharem coisas que realmente importam. No Proust, conversas significativas começam com questões simples 🙂

Questões do tipo “O que você queria ser quando criança?“, “O que você aprendeu da maneira mais difícil?“, “Quem foi seu maior ídolo no esporte?” são bons pontapés para te ajudar a começar por lá.

E outra: Você escolhe as questões que quer responder ou cria as suas próprias perguntas.

Você já pode de cara usar seu FaceBook para se cadastrar, e o Twitter também, para o sharing do conteúdo.

Exemplo de um "tweet" no Proust - Clique para ampliar;

Concluindo,

O Proust agrega idéias de algumas redes mais antigas, como o formspring, usado somente para as perguntas, e a idéia de “família” do pouco conhecido MyHeritage, mas com muitas novidades;

Uma má notícia: por enquanto é totalmente em inglês, o que atrapalha bastante, já que é baseado nas perguntas – ou seja, fica ruim tanto pra quem está escrevendo, quanto pra quem está lendo. Mas acredito que em breve isso será resolvido.

P.S.: Como ainda tá no começo, o Proust tem bastante nomes de usuários disponíveis ainda (eu, por exemplo, consegui botar armando somente, coisa que eu não conseguiria em outras redes), então corra, cadastre-se e chame seus amigos e família, afinal, que graça teria você sozinho em uma rede feita para aproximar as pessoas?

Google+, Orkut-

Se eu dissesse, a dois anos atrás que o Orkut é a melhor rede social do mundo, e portanto, imbatível, aposto que ninguém diria o contrário. Isso, a DOIS anos atrás. Apesar de sua supremacia em relação às redes sociais, o Orkut não soube aproveitar a força e a influência que tinha, não escutou seus usuários quando reclamavam de suas atualizações de gosto duvidoso e então começou a perder amigos para a rede social de Mark Zuckerberg, o Facebook. E, mesmo assim, continuou com as atualizações sem sentido, design pouco intuitivo, e difícil de usar.

Vocês não acharam tudo isso um pouco estranho? Teria o próprio Orkut cometido Orkuticídio?

Fato é, que, enquanto os pro-Orkut e pro-Facebook mantiveram-se firmes na guerra de quem tem o joguinho melhor, a Google, poderia ter usado do seu poder wébico para reformatar o Orkut, tirá-lo da nomenclatura de “beta” e aproveitar o momento em que todos nós usamos redes sociais para relançá-lo com força total, esmagando as demais redes sociais de uma vez por todas. Reparem, eu disse “poderia“. Se algum dos engenheiros do Orkut chegou com essa proposta ao seu superior, com certeza a resposta foi: “não”.

Não? É, “não”. Assim, seco. A Google ao invés de jogar uma bóia para um de seus filhos mais bem sucedidos(o que com certeza fez mais sucesso aqui no Brasil), o deixou afundar totalmente. Largou-o de mão, inventaram o tal do “Orkut Ao Vivo“: fracasso total. Bem, talvez não um fracasso completo, mas, com certeza, não teve o sucesso que lhe era esperado. A Google, aliás, fez exatamente o contrário do que seria esperado pelos que ainda acreditavam no Orkut: sem pensar três vezes, criou uma rede social novinha em folha, o Google+, ou Google Plus, como queiram.

Pra quê vamos ficar nos batendo com essa rede social problemática? Já vimos de tudo por lá: gangues combinando encontros, brigas conjugais, pedofilia, e até mesmo fotos de pessoas cercada de notas de dois reais em cima da cama. É uma rede social falida, morta, motivo de piada diante de todas as outras. Criaram até um novo termo pra designar esse tipo de comportamento: ORKUTIZAÇÃO, vê se pode, Cláudio. Poderíamos até mudar o design, relançar, mas as mesmas pessoas continuariam lá, e com o mesmo pensamento, mesmas atitudes. Não dá não, vamos pensar outra coisa”. Tenho certeza de que se não foi essa resposta que o chefe deu ao engenheiro do Orkut, foi beeem próxima a isso. Ou simplesmente um “não”, quem sabe?

Assim como os exemplos dados nesse diálogo que eu propus, a Google não perderia tempo, investimento e respeito em uma rede já falida. Então, ao contrário disso, deram mais corda pra se enforcar, afinal era isso que eles queriam. A morte de um velho que só estava dando problemas (o qual ninguém mais estava dando tanta atenção assim) e a esperança no nascimento de uma rede nova, com promessas inovadoras, sem problemas algum, ao qual eles pudessem dar educação e criar direitinho. Afinal, a Google não deixaria mais um filho seu largado nas mãos de qualquer um. Não dessa vez.

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